Com quase 20 anos de atuação como diretor de futebol, Rodrigo Caetano tem um novo desafio na carreira. Chega ao Atlético-MG para, principalmente, coordenar o departamento de futebol na temporada 2021. É o primeiro desafio fora de Porto Alegre e Rio de Janeiro. No Galo, buscará manter o histórico de trabalhos mais longos, algo que o cargo no clube mineiro não tem obtido.

Sucessor de Alexandre Mattos, que ficou por 10 meses na função, Caetano assinou por dois anos (até dezembro de 2022). Desde Eduardo Maluf que um diretor de futebol do Atlético não completa 12 meses seguidos de trabalho. O novo dono do cargo, porém, costuma ficar bons tempos onde passa. No Internacional, seu último trabalho, foram quase três anos (maio de 2018 a dezembro de 2020).

Antes, havia passado pelo Flamengo, num processo de reestruturação financeira que pavimentou as grandes conquistas de 2019. Rodrigo Caetano comandou o futebol do clube carioca por três anos e três meses (2015 a março de 2018). O trabalho mais curto do dirigente foi na segunda passagem pelo Vasco, com 11 meses (2014). Em São Januário, ele já havia estado por três temporadas entre 2009 e 2011, quando foi para o Fluminense por dois anos (2012 a 2013).

Sua consolidação aconteceu no Grêmio, depois que iniciou a carreira do RS Futebol, time de Paulo César Carpegiani. No Tricolor, trabalhou com o goleiro Victor e o zagueiro Réver, sendo importante para a manutenção de ambos em 2008, quando foram trazidos do Paulista de Jundiaí. Deixou o Grêmio naquele mesmo ano, após quatro temporadas. Os dois campeões da Libertadores foram citados por Caetano na entrevista coletiva no Galo.

– Notei, em pouco tempo, que temos grandes profissionais que colaboram demais na evolução do clube em todos esses anos, principalmente na conquista de 2013, que ficou marcada. Uma geração vencedora. Dessa geração, dois estão aqui, que marcaram sua história no Galo (na verdade, são três, já que há também Diego Tardelli). Espero que possamos colaborar para escrever com outros grandes ídolos, casos de Réver e Victor, com quem tenho maior respeito e pude trabalhar com eles em outros clubes. Espero construir nova geração vencedora aqui no Atlético – disse o executivo.

São os únicos do atual elenco que conhecem de perto o trabalho do executivo. Outros quase trabalharam com o diretor. Eduardo Sasha deixou o Internacional por empréstimo ao Santos em abril de 2018, semanas antes de Caetano chegar ao Beira-Rio. Já Mariano foi vendido pelo Fluminense ao Bordeaux em dezembro de 2011, e Rodrigo Caetano desembarcou nas Laranjeiras dias depois.

Fonte: G1
Foto: Pedro Souza/Atlético-MG