Recentemente, o governo federal criou um selo chamado Turismo Responsável, que está sendo outorgado a hotéis, parques temáticos, parques aquáticos e outros empreendimentos turísticos brasileiros que tenham adotado uma série de protocolos sanitários para combater o coronavírus. O objetivo da iniciativa é fazer com que as pessoas consigam identificar estabelecimentos que possuam boas práticas sanitárias e se sintam seguras para viajar pelo país novamente.

Novo normal no turismo

Mas o que os empreendimentos precisam fazer para conseguir o selo? E como o turista pode saber se o hotel ou parque temático que ele pretende visitar tem o certificado? Veja respostas para estas e outras questões:

Objetivo principal

Em depoimento a Nossa, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, diz que o objetivo do selo é fazer “o Brasil se posicionar no cenário doméstico e internacional como um destino seguro e preparado para atender um novo perfil de turista que surgirá após a pandemia, ou seja, um viajante mais preocupado com a adoção de medidas sanitárias e de higiene”,

“Estamos atentos às medidas de segurança e trabalhando para criar um ambiente confiável para o retorno das atividades turísticas”, afirma.

Que tipos de negócio podem solicitar o selo?

Entre os segmentos turísticos que podem solicitá-lo ao ministério do Turismo estão: meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, parques temáticos, acampamentos, organizadoras de eventos, guias de turismo, locadoras de veículos para turistas, casas de espetáculos, empreendimentos de apoio ao turismo náutico ou à pesca esportiva, parques aquáticos, centros de convenções, além de restaurantes, cafeterias e bares.

Para ver a lista completa dos segmentos que podem pedir o certificado, acesse :

www.turismo.gov.br/seloresponsavel/

Como conseguir o selo?

O empreendimento precisa, primeiramente, estar inscrito e regularizado no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos, do ministério do Turismo). E, depois, realizar uma adesão através deste site na qual confirma, através de um termo de compromisso, que está adotando todas as medidas sanitárias exigidas do seu respectivo segmento turístico.

Ter o selo, atualmente, é opcional — e sua emissão, feita pela internet, é gratuita.

Quais medidas sanitárias o estabelecimento deve adotar?

Via de regra, cada empreendimento precisa ter adotado medidas sanitárias específicas do seu segmento turístico para conseguir o selo. Segundo o ministério do Turismo, meios de hospedagem devem (entre outras ações) disponibilizar álcool em gel 70% ou outro produto sanitário, devidamente aprovado pela Anvisa, em suas entradas, saídas e em todas as áreas internas, como lobby, restaurante, sanitários e elevadores.

Nestes locais, também deve ser realizada a limpeza e desinfecção completa da unidade habitacional e de suas superfícies antes da entrada de novo hóspede. Parques temáticos, por sua vez, precisam instalar marcação de piso nas filas das atrações para garantir o mínimo de 1,5 metro de distância entre os visitantes.

Há muitos outros procedimentos que estes e outros segmentos turísticos devem adotar para receber o selo. Para ver a lista completa de exigências e recomendações, acesse:

www.turismo.gov.br/seloresponsavel

Como saber quais empreendimentos têm o selo?

Segundo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, mais de 19 mil selos já foram emitidos para estabelecimentos turísticos brasileiros. “E esse número que cresce a cada dia”, diz. Nesta página, é possível encontrar o nome de todos os empreendimentos do Brasil que receberam o certificado, pesquisando por Estado, município e tipo de atividade.

Muitas empresas também têm exibido o selo em seus sites e em suas fachadas e recepções (geralmente no formato de adesivo ou banner).

E como é a fiscalização?

O ministério do Turismo informa que não realizará uma fiscalização direta nos estabelecimentos que receberam o selo para saber se realmente estão seguindo os protocolos sanitários exigidos. Mas o próprio cliente pode fazer uma denúncia caso veja que o empreendimento que detém o selo não está seguindo as normas sanitárias especificadas.

 

E como é a fiscalização?

O ministério do Turismo informa que não realizará uma fiscalização direta nos estabelecimentos que receberam o selo para saber se realmente estão seguindo os protocolos sanitários exigidos.

Mas o próprio cliente pode fazer uma denúncia caso veja que o empreendimento que detém o selo não está seguindo as normas sanitárias especificadas.

“O ministério do Turismo entende que as próprias empresas e profissionais do turismo são os maiores interessados em assegurar um ambiente seguro para seus colaboradores e clientes”, comunica o órgão. “Caso os protocolos de segurança não sejam cumpridos, orientamos que o turista realize uma denúncia através do número 136 — Disque Saúde. Em última instância, o selo poderá ser revogado”.

Empresas que têm o selo

Entre as empresas brasileiras que já receberam o selo há pousadas, resorts e grandes parques temáticos. Localizado no litoral de Alagoas, o Pratagy Beach Resort, por exemplo, afirma estar cumprindo as normas sanitárias exigidas do segmento de meios de hospedagem e ganhou o selo no último mês de junho.

“O selo representa o compromisso do resort em continuar proporcionando experiências seguras para seus hóspedes neste período de retomada. Adequamos nossa operação para que o hóspede aproveite sua estadia com o máximo de tranquilidade e sinta a nossa atenção e cuidado para que sua diversão seja segura”, diz Thales Athalimar, gerente geral do Grupo Pratagy.

Para professor de turismo, vacina é necessária

Docente do curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi, Alan Guizi avalia que “o selo passa uma sensação de segurança para o turista. É um sinal de que algo está sendo feito em relação ao coronavírus”. Mas, para ele, muitas pessoas só se sentirão tranquilas para frequentar estabelecimentos turísticos novamente quando houver uma vacina contra a covid-19.

]”O selo mostra que existe um protocolo sanitário, mas não dá para ter certeza de que todos os estabelecimentos estão adotando as medidas exigidas pela ministério do Turismo”, diz. Viajante assídua antes da pandemia, a paulistana Giselle Luvison também diz que, neste momento, ainda não se sente confortável para se hospedar em um estabelecimento hoteleiro ou frequentar um grande empreendimento turístico brasileiro, mesmo com a presença do selo.

“Por mais que haja medidas de segurança, o vírus está nas pessoas. E se eu ficasse em um hotel, por exemplo, não me sentiria à vontade em frequentar espaços sociais como a piscina, a sauna e a área do café da manhã. Então não faria muito sentido”, diz.

Fonte: UOL
Foto: Reprodução